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“MAIS PEIXE SUSTENTÁVEL” ABRANGE MAIS PROVÍNCIAS

O Programa “Mais Peixe Sustentável”, já a entrar para o segundo ciclo, ampliará o seu raio de acção, de três para quatro províncias, e aumentará substancialmente os fundos, alocando um total de 14 milhões de dólares americanos para os próximos quatro anos.Segundo a Ministra do Mar, Águas Interiores e Pescas, Lídia Cardoso, que anunciou o facto esta quinta-feira, a próxima etapa, para além das províncias de Sofala, Zambézia e Nampula, abrangerá igualmente as províncias de Manica, Tete, Niassa e Cabo Delgado.Falando no lançamento do Monográfico “Vozes do Mar e a Exposição Fotográfica, em cerimónia havida no Museus do Mar, Lídia Cardoso disse que o segundo ciclo deste programa tem como objectivo atingir o financiamento directo de 4.000 pescadores e 16 empresas, estimando-se um impacto de mais de 5.000 novos empregos e 20.000 beneficiários indirectos e garantindo que metade dos mesmos sejam mulheres e jovens, que continuam no centro das prioridades do sector.Num evento em que estiveram presentes o representante do Banco Mundial, parceiro do MIMAIP no “Mais Peixe Sustentável, sector privado, corpo diplomático, parceiros de cooperação, pescadores, aquacultores e os membros do Conselho Consultivo do Ministério, o “Vozes do Mar” traz testemunhos reais de resiliência climática, social e fortalecimento da sustentabilidade das comunidades pesqueiras em Moçambique, e o mesmo resulta de um compêndio de histórias de sucesso dos beneficiários directos do programa.“É, na verdade, uma forma de dar voz a quem habitualmente não a tem; é o retrato fiel, e na primeira pessoa, de quem festeja os ganhos de um programa inovador e empreendedor, cujo desiderato principal é melhorar o nível de renda dos pescadores artesanais e da sua cadeia de valor”, afirmou a ministra.Aliás, segundo ela, depois de, durante os três anos de implementação do seu primeiro ciclo, ter despertado vivo interesse no seio das comunidades beneficiárias, era lícito socializar os seus resultados com toda a sociedade e com os parceiros e, ao mesmo tempo, fazer do evento um meio de sensibilização a importância da resiliência das comunidades pesqueiras e estimular o surgimento de novas áreas de negócios na Economia Azul.Lídia Cardoso disse ainda que, apesar das circunstâncias ditadas pela pandemia da Covid-19, o Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas, através do Fundo de Desenvolvimento da Economia Azul (ProAzul), levou a cabo, no ano passado, vários seminários virtuais, nos quais foram abordados assuntos como a economia circular, resiliência às mudanças climáticas, reciclagem de redes de pesca, desenvolvimento rural e empoderamento da mulher.